A mais antiga referência da nossa localidade após a criação de Portugal, remonta à época medieval. Em 1130 a nossa terra estava entregue ao Dom Fernando Mendes (Os Brangançãos) cunhado de Afonso Henriques que veio a ser o primeiro rei de Portugal em 1143, integrando na mesma altura a " Quinta de Pedome " ao território Português.
A mais antiga referência da nossa localidade após a criação de Portugal, remonta à época medieval. Em 1130 a nossa terra estava entregue ao Dom Fernando Mendes (Os Brangançãos) cunhado de Afonso Henriques que veio a ser o primeiro rei de Portugal em 1143, integrando na mesma altura a " Quinta de Pedome " ao território Português.
Mais tarde, é concedida carta de foral entre 1187 e 1199 com Sancho I filho do rei de Portugal, criando o concelho de Bragança. Nesses primeiros tempos do reinado, havia muitos inimigos da coroa, por isso o povo teve a obrigação de defender o território principalmente contra os castelhanos. Assim começou a edificação da Fortaleza de Monforte como posição militar (Inquirições Gerais 1258 e Julgado Medieval de Rio Livre 1267 pelo quinto Rei de Portugal Afonso III).
A terra " de Pedome " era anexa de Labasam (Lebução) uma aldeia com igreja São Nicolau, que pertencia à paróquia de Sancti Johannis de Castineyra (Igreja São João Cimo de Vila da Castanheira) na Diocese de Coimbra.
Em 1273 Afonso III concede novo foral a Rio Livre, e a sua povoação recebe título de Vila, dando origem ao concelho de Monforte de Rio Livre, fronteira do norte de Portugal.Durante os reinados seguintes de Dom Dinis (1279) até Dom Manuel I (1521), os monarcas nunca deixaram de fortificar a defesa e o povoamento de Monforte.
Nesse período dos grandes descobrimentos para Portugal, a diocese de Miranda do Douro é criada no ano de 1545, da qual vai depender o concelho Monforte de Rio Livre. Em 1563 o registo dos batismos e casamentos passa a ser obrigatório, (assim como o registo dos óbitos na data de 1614).
Despois de 4 seculos no auge da época dos decobrimentos, Portugal perde a sua independência em 1581 para a coroa de Espanha. Durante e após a restauração da independência, Monforte de Rio Livre foi local de grandes lutas entre 1640 e 1668, altura em que foi determinada a modernização das defesas do Castelo por Dom João IV (Duque de Bragança) vencedor da guerra de restauração e aclamado como o 21° Rei de Portugal.
Os domínios de Monforte foram mantidos até 1750 pelo Rei Dom João V, com o decorrer dos anos, em declínio face a Bragança, Miranda unifica a sede da Diocese, criando a partir de 1780 a nova Diocese Bragança e Miranda.
Entretanto, a Vila de Monforte encontrava-se despovoada (381 habitantes) e a fortificação caiu em ruina, tendo a sede do município sido tranferida em 1836 para Lebução dado o seu crescimento populacional e desenvolvimento comercial (município tinha 8465 habitantes em 1849.).No início do Regime Liberal, o velho concelho de Monforte de Rio livre foi extinto, abandonando assim o Castelo de Monforte e sua povoação em favor de Valpaços que foi elevada a categoria de Vila em 1853.
No fim do século XIX Portugal conhece grandes perturbações políticas e sociais que desacreditaram a monarquia, assim o Rei Dom Carlos I e seu herdeiro foram assassinados em 1908, facto que levou à implantação da républica em 5 de outubro de 1910.
Os anos seguintes, com a participação na primeira Guerra Mundial, foram conturbados, culminando num golpe militar em 1926 que pôs fim a primeira républica Portuguesa, iniciando-se uma ditadura com Gomes da Costa e continuando por Salazar e Marcelo Caetano, a qual so terminaria em 1974.
Considerando que as colónias eram inseparáveis de Portugal, Salazar iniciou a " guerra do Ultramar " mas, sem resultados militares de relevo e com o aumento dos custos da defesa, Salazar contribuiu ainda mais para o empobrecimento de Portugal.
Durante a década de 60 fugiram 10% da população portuguesa (muitos Pedomenses) ao serviço militar e à pobreza, emigrando para França, Alemanha...
Contribuidor Zeca Soares
