Seguir salvaguarda do Castelo !

Partilhamos esta foto e ligação de Mário Silva administrador do blogue                        http://aguasfrias.blogs.sapo.pt/


Mário Silva, pelo contrário faz bem voltar ao assunto porque nós estamos no início criando este site portugalriolivre.blogspot.pt desde janeiro 2014.
Confesso que seu blogue defende há mais tempo nossa causa, assim conhecendo melhor a história do Castelo não está sem saber que Monforte foi sede do antigo concelho Rio Livre, constítuido se não me engano, por quase 30 aldeias nas redondezas, hoje como monumento nacional é duma certa maneira nosso «Emblema a todos»…
Compartilho o sentimento sobre a imagem desses turistas espanhóis que vão levar aos seus conhecidos, ironia da história quando pensamos que esta fortaleza foi edificada contra os castelhanos, assim a reportagem tem o mérito de demonstrar a verdadeira situação, por isso agradecemos os « Amigos do Castelo »
De resto isto deveria mobilizar e reunir todos os blogueiros dessas aldeias para encontrar uma solução e que essa esperança que descreve ex-libris, venha a ser uma realidade, certamente união faz a força !

Zeca Soares



Autor César Alexandre




Mais um autor transmontano a descobrir...Livro a não perder.
Já li algumas páginas e parece-me fascinante! 


Luisa Pinheiro

A Carvalhesa



A Carvalhesa, apesar de desde 1985 se ter tornado num dos hinos de um partido político, não deixou de ser uma música tradicional transmontana.
Nascida e criada em Tuizelo, Vinhais, esta música é um convite à dança e à boa disposição. Grandioso o Reino que cria tesouros desta valia.
Viva a Carvalhesa, independentemente das conotações que se lhe deem. Para mim é apenas uma excelente musica popular, um viver transmontano e a recordação da tuna dos Politrecos, da qual, esta música era a imagem de marca.
Sigam o link e divirtam-se:

http://www.youtube.com/watch?v=IGZljZ3-rr4

O folar Trás os Montes







Do naipe das iguarias de Rio Livre, faz parte o folar. O que aparenta ser um exagero de requinte, tendo em conta que parcos eram os meios que esta gente tinha no passado, tornou-se um produto generalizado a que toda a gente acabou por ter acesso. Assim, não havia e continua a não haver, Páscoa ou Pascoela sem folar.
Receitas há muitas, diversas quanto baste, como diversa é a cultura e costumes desta gente. Mas, apesar da diversidade dos sabores, o folar é sem dúvida um produto de excelência que merece maior divulgação a nível nacional, embora se note já um forte empenho dos concelhos locais, na sua divulgação.
Fica aqui, de forma sequencial, algumas das etapas da sua confeção.
Viva o Rei folar.

Armando Sena   Fotos: Sara Alves

A viagem de camioneta - Parte II


Para os que não tinham muita urgência em chegar a Chaves, havia uma carreira que pelas 9 horas da manhã chegava à cidade, nome pelo qual, carinhosamente se tratava Chaves.
Esta carreira, fazia o percurso Vinhais-Chaves, não tinha tão grande utilização por estudantes, mas era a única alternativa para quem quisesse viajar entre Rebordelo e pelo menos a Bolideira, com destino a Chaves.
Esta viagem era mítica. Mítica pela duração, pelo percurso e, essencialmente, pelos frequentadores. Como momento alto de tantos percursos que efetuei, recordo um, pela sua originalidade.
Num dos não raros dias de nevada pela região de Rio Livre, fizemo-nos à estrada nesta carreira, com cerca de meia hora de atraso. Isto era o menos e até bastante compreensível dado a camioneta vir de Vinhais. Na viagem seguíamos três passageiros, (clientes, como agora se chama), os quais fomos logo avisados que a camioneta circularia com a porta aberta. Estranhando a razão, foi-nos prontamente esclarecido que era por motivos de segurança. Estranha explicação que mais à frente se percebeu claramente a sua razão de ser. Nas curvas e contra-curvas a seguir à ponta da Pulga, a camioneta começa a patinar no gelo e a resvalar para a valeta. Os ocupantes perceberam que a “evasão” pela porta era o caminho mais seguro e precipitaram-se todos para o exterior. Felizmente a camioneta estabilizou e seguimos viagem. O resto da viagem correu normalmente, mesmo no alto da Bolideira ou na curva de Águas Frias sempre fustigada pela geada.
Peripécias de quem no interior norte teve o seu berço.
A carreira Chaves-Vinhais, normalmente efetuada pelo autocarro 63, merecia uma homenagem pública. Quem sabe um dia ainda dá um livro ?

Armando Sena
Foto cedida por: Graça Gomes

Topónimo Monforte de Rio Livre


O topónimo “monforte” tem origem no latim“mons fortis”, literalmente “monte forte”.

O topóni-mo “rio livre” pode ter origem no facto de o Casteloestar a salvo das cheias dos rios Tâmega e Rabaçal, estar, portanto, “livre de rio” ou “sem rio” .

Outros, porém, como relata João Vaz de Amorim, afirmam que o topónimo “rio livre” se refere a um antigo privilégio dos habitantes desta região, que era o de poderem pescar livremente durante todo o ano nas águas do rio Rabaçal, usufruindo delas para rega, entre outras coisas.

Ler mais ... http://www.academia.edu/727478/Castelo_de_Monforte_de_Rio_Livre

Zeca Soares


A viagem de camioneta Trás os Montes

Se coisas há que unem as terras de Rio Livre, para além da EN 103, são as camionetas da Auto Viação do Tâmega.
Desde os idos tempos em que este serviço interrompia os jogos de futebol que, à falta de melhor espaço se realizavam na estrada, até aos mais recentes, estes icónicos donos do asfalto, marcam de forma decisiva as terras e as gentes de Rio Livre.
A forma prática, nem sempre versátil e relativamente económica do serviço prestado pelas carreiras Vinhais-Chaves; Travancas-Chaves e Roriz-Chaves, permitiam que as pessoas conseguissem chegar ao centro urbano, sendo que, sem este serviço não teriam alternativa.
De madrugada começava a debandada de estudantes das aldeias mais distantes com pontos de recolha relevantes como era o caso da Bolideira. A carreira Travancas-Chaves, recolhia as crianças pelas seis da manhã e despejava-as nas ruas e cafés de Chaves às sete horas. Depois, era recorrer à imaginação e espírito de sobrevivência para matar o tempo até à abertura da escola (oito e meia), por vezes envolvidos em denso nevoeiro e temperaturas negativas.
O regresso era sempre mais simples, generoso e apetecível. Pelas 18.30 horas, começava a romaria para os pontos de recolha: A Garagem, a Shell e a Polícia. Engraçado que estes termos, pelo menos os dois últimos, não têm já nenhuma ligação ao seu estado atual.
Havendo uma ligação direta a Faiões e às Travancas, cabia ao serviço de Vinhais reunir todos os que se deslocavam ao longo da EN 103 (Assureiras, Casa dos Barros, Águas Frias, Casas de Monforte, Bolideira, Tronco, Pedome e por aí adiante até Vinhais). Este serviço foi efetuado durante décadas por uma dupla de respeito: Norberto, motorista e Santarém, cobrador.
Muitas histórias haveria para contar, especialmente nas viagens de quarta-feira ao fim do dia, o dia da mítica feira semanal de Chaves, mas já não há espaço neste post, fica para a próxima.

Armando Sena

Monforte de Rio Livre Trás os Montes




Monforte de Rio Livre era uma vila e sede de concelho de Portugal, localizada na actual freguesia de Águas Frias, no município de Chaves.
No início do século XIX a vila encontrava-se despovoada e a sede do município tinha sido transferida para a freguesia de Lebução.
O município era constituído pelas seguintes freguesias : Águas Frias , Aguieiras, Alvarelhos, Avelelas, Barreiros, Bobadela, Bouça do Nunes, Bouçoães, Casas de Monforte, Cimo de Vila da Castanheira, Curral de Vacas, Fiães, Fornos do Pinhal, Lama de Ouriço, Lebução, Mairos, Nozelos, Oucidres, Paradela, Roriz, Sanfins, Santa Valha, São Vicente, Sonim, Tinhela, Travancas, Tronco, Vilartão.

Zeca Soares


Quinto Império Trás os Montes




Este império de cultura e de espiritualidade, vai muito além dum simples reino monárquico , o MRP ultrapassa quaisquer fronteiras religiosas ou políticas, o "culto da Saudade" não pertence a ninguém, é um sentimento universal característico de todos os seres humanos...
O último post sobre o "Reino sem Monarca" de Armando Sena, é uma perfeita ilustração desse estado de espírito, uma certa idéia da interioridade de cada um de nós que descreve Fernando Pessoa como um movimento existindo sómente na nossa mente, a partilhar com aqueles que estiverem dispostos a propaga-lo sem pertencer necessariamente a uma só e única pátria... 
assim vai a alma Transmontana em Rio Livre !

Zeca Soares

Um reino sem monarca - Trás-os-Montes


Existe algum reino cujo monarca não tenha sido designado? Que as leis que o regem provenham apenas da harmonia, do sentimento, da vontade de viver em paz? Cujas fronteiras nunca foram impostas e os seus limites chegam onde nos leva a saudade?
Um reino onde um dia aportámos, do qual o cordão umbilical nunca cortámos. Mas, desditoso o desígnio desse fado, mal paridas essas pedras que te formam e que não há meio de por lá fixarem os que te amam.
Crispou-se então a lealdade, esfumou-se a sensação de pertença, em desilusão encalhou o orgulho da origem?
Não, Não, Não.
Por mais cintilantes as avenidas onde hoje perdes os teus passos, por mais belas que sejam as torres que homens criaram, as pontes, estátuas e arranha-céus, sempre é a tua luz que nos atrai, as tuas cores, cheiros e matizes, a sensação de que aí fomos felizes.
Um dia, que a certeza não é um dom humano, voltaremos, colheremos amoras na beira do caminho que coberto de sombras frescas nos levará ao ribeiro. Aí sentados, invadidos pela brisa que de longe nos trás cheiros a feno e a saudade, beberemos sofregamente os momentos que nos restam, até ao por do sol. Um sol que só em ti tem essas cores, o vermelho ardente do fim de uma tarde de verão.


Então, expurgados da angústia da distância, saciados com a leveza que só um moinho ermo, onde lendas de bruxas e feitiços tinham origem, pode proporcionar, refeitos, reconstruídos, reabilitados e reconhecidos, retomaremos esses trilhos que de novo serão percorridos por aqueles que por ventura tiveram que te deixar.

Armando Sena

City Brand Ranking Trás os Montes

Embora os critérios sejam sempre discutíveis, é muito interessante ver o posicionamento das cidades e vilas transmontanas no que a critérios como "Negócios", "Visitar" e "Viver", diz respeito.
Os concelhos fronteira de Rio Livre oscilam na posição deste ranking, com Chaves numa destacável 19ª posição a nível regional e 61ª a nível nacional.

Ligação para o estudo completo:
http://bloom-consulting.com/sites/default/files/files/Bloom_Consulting_City_Brand_Ranking_2014_Portugal.pdf

Armando Sena






O pão Trás os Montes



O centeio, a par da batata, sempre foi a base do sustento dos transmontanos. Recordo-me de histórias tristes de fome e amargura, dos tempos da guerra civil espanhola em que o preço de um pão de centeio era equivalente à jorna de um trabalhador agrícola. Era também comum hipotecar as colheitas de forma a conseguir aprovisionar bens ao longo do ano. Muita gente havia que ficava sem o centeio logo depois das malhadas, como pagamento das dividas acumuladas.
No entanto, sempre havia o que chegava à masseira, onde mãos hábeis o transformavam numa iguaria que tende a desaparecer.
Da farinha proveniente dos grãos de centeio, depois de amassada, fingida e levedada, se fazia o pão.
Nesta fase, havia uma reza que acompanhava o processo:

São João te faça pão
São Vicente te acrescente
São Mamede te levede
Em honra de Deus e da Virgem Maria
Um Pai Nosso e uma Ave Maria

Posteriormente, o pão era metido no forno. Depois de fechada a entrada do forno, outra reza tinha lugar:

Cresça o pão no forno
Paz para o mundo todo
Em honra de Deus e da Virgem Maria
Um Pai Nosso e uma Ave Maria

Era assim e, na verdade, ainda muito assim se mantém.


Armando Sena

Informação emprego Trás os Montes




A quem possa interessar :



Está aberto concurso para ingresso na carreira da Magistratura Judicial e do Ministério Público e ainda do Tribunais Administrativos e Fiscais: 


    é só seguir as orientações constantes do aviso cujo link se anexa

Aviso (extrato) n.º 2140/2014. D.R. n.º 30, Série II de 2014-02-12

Ministério da Justiça - Centro de Estudos Judiciários Concurso de ingresso no curso de formação inicial de magistrados para os tribunais judiciais

                                       https://dre.pt/pdf2sdip/2014/02/030000000/0428204288.pdf



     Também abriu para os Tribunais administrativos e fiscais:

  Aviso (extrato) n.º 2141/2014. D.R. n.º 30, Série II de 2014-02-12



Este link também me parece ser de divulgar...







Contribuidora Luisa Pinheiro
Retrouvez-nous sur Google+